Com o passar dos anos, a partir dos 25 a 30 anos, nosso corpo reduz gradativamente a produção natural de colágeno — a principal proteína estrutural da derme. Esse declínio fisiológico resulta na perda de firmeza cutânea, no surgimento de rugas finas e na perda dos contornos definidos do rosto.

Para atenuar esses sinais mantendo a harmonia e a naturalidade da face, a dermatologia moderna consagrou os bioestimuladores de colágeno (como o ácido poli-L-lático, contido no Sculptra, e a hidroxiapatita de cálcio, contida no Radiesse).

Como funcionam biologicamente?

Ao contrário dos preenchedores tradicionais (como o ácido hialurônico), que preenchem rugas de forma mecânica e imediata, os bioestimuladores funcionam de maneira diferente. Eles são injetados em camadas específicas da pele para desencadear um leve estímulo inflamatório controlado.

“A grande beleza dos bioestimuladores é que eles não trazem um volume artificial. Eles sinalizam para os seus próprios fibroblastos que é hora de trabalhar, gerando um neocolagênese — ou seja, uma produção de colágeno que é sua, do seu próprio corpo.”

Esse processo biológico se desenvolve de forma gradual ao longo de 3 a 6 meses após a aplicação. A pele adquire progressivamente mais espessura, elasticidade e sustentação, suavizando o aspecto de “pele fina” ou craquelada.

Sculptra vs. Radiesse: Qual a diferença?

Embora ambos estimulem o colágeno, cada substância possui indicações e propriedades ligeiramente distintas:

  • Sculptra (Ácido Poli-L-Lático): Focado puramente na reestruturação e firmeza. Ideal para tratar a flacidez global da face e pescoço, sem impacto direto na volumização das áreas aplicadas.
  • Radiesse (Hidroxiapatita de Cálcio): Apresenta uma discreta capacidade de sustentação imediata. Pode ser utilizado tanto de forma diluída (puramente como estimulador) quanto para redefinir contornos ósseos discretos (como mandíbula e malar).

A Importância da Individualização

Não há protocolos rígidos ou receitas prontas. O número de sessões recomendadas varia conforme a idade do paciente, o grau de flacidez e o estilo de vida (tabagismo e exposição solar intensa, por exemplo, interferem diretamente na capacidade de resposta biológica).

A melhor intervenção é aquela que respeita a anatomia individual e envelhece com elegância junto ao paciente.

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